O braço pesa. A alma pesa.
O ideal, antes claro, embaça.
É o tempo da dor.
Está-se diante de um grande dilema.
Pode a verdade sê-la de outro modo?
Novas cores caducam um velho tema?
Envelhece, ou envelhecem os olhos?
Aqui é tão diferente agora.
Desconfio do presente. O passado
anda comigo, e não me deixa jamais.
Lanço minha moeda, e o acaso é fato,
anda comigo, e não me deixa jamais.
O dito, o feito, passageiro tão eterno,
anda comigo, e não me deixa jamais.
O medo, intruso, desfaz a coragem.
Tanto medo. Medo de quê?
Moinhos de vento são tão reais.
Eu que sou sempre eu. Um eu tão diferente de cada vez.
Daninha a vontade nesse canteiro da liberdade!
O ser humano é livre em sua vontade fraca.
Glória ao deus escravo!
Sartre, sou livre!
Justamente agora que quero ser escravo de um grande ideal!
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