terça-feira, 15 de setembro de 2009

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O braço pesa. A alma pesa.
O ideal, antes claro, embaça.

É o tempo da dor.

Está-se diante de um grande dilema.
Pode a verdade sê-la de outro modo?
Novas cores caducam um velho tema?
Envelhece, ou envelhecem os olhos?

Aqui é tão diferente agora.

Desconfio do presente. O passado
anda comigo, e não me deixa jamais.
Lanço minha moeda, e o acaso é fato,
anda comigo, e não me deixa jamais.
O dito, o feito, passageiro tão eterno,
anda comigo, e não me deixa jamais.

O medo, intruso, desfaz a coragem.

Tanto medo. Medo de quê?
Moinhos de vento são tão reais.

Eu que sou sempre eu. Um eu tão diferente de cada vez.

Daninha a vontade nesse canteiro da liberdade!
O ser humano é livre em sua vontade fraca.
Glória ao deus escravo!

Sartre, sou livre!
Justamente agora que quero ser escravo de um grande ideal!

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