Um nome, uma imagem, um gesto qualquer.
Existir é valer-se.
Eu que não sou Deus
preciso de algo para acreditar em mim.
Mas se falta esse quê,
quem sou?
Nesse quê, sou?
Sou, ainda que quê?
Não ser senão uma metáfora.
Estar de fora da casa em que se habita,
enxergando-a por dentro.
Portas, janelas, alçapões, passagens,
nada abre mais do que fecha.
O que fazer, se consciência não é espelho?
O reflexo prova o objeto,
apenas se não existir um novo espelho a frente.
Quando objetos e reflexos se confundem,
há um túnel de imagens sucessivas.
Penso, logo não alcanço jamais minha própria existência.
1 comentários:
Olá! Deixei um selo para você no meu blog. Abraço
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