quarta-feira, 9 de março de 2011

Antes da voz, o silêncio.

O que não pode ser dito.

Lá onde a criação recua,
e a mente não encontra companhia.

Esta é a maior casa,
a que não podemos construir.

E por que não a suportamos, partimos,
dispostos a preencher o mundo,
ainda que não passe de uma caixa.

Por que definirmo-nos pelo compreensível?

Pelo racional ou crível?

Quero antes o movimento não previsto,
o copo que escapa das mãos.

Quero beber o desconhecido
para embriagar-me de consciência.

3 comentários:

. disse...

Rodrigo, belíssimo texto. abs

Bruna Estefani disse...

O motivo por eu ter um Blog é este Blog. Já li quase todos os post. Digo sem dúvida, vc é meu poeta favorito.

Rodrigo Rosa disse...

Muito obrigado pessoal. Grande abraço Bruna, fico muito feliz em saber que você acompanha as poesias. É um grande incentivo para continuar a escrever.