Antes da voz, o silêncio.
O que não pode ser dito.
Lá onde a criação recua,
e a mente não encontra companhia.
Esta é a maior casa,
a que não podemos construir.
E por que não a suportamos, partimos,
dispostos a preencher o mundo,
ainda que não passe de uma caixa.
Por que definirmo-nos pelo compreensível?
Pelo racional ou crível?
Quero antes o movimento não previsto,
o copo que escapa das mãos.
Quero beber o desconhecido
para embriagar-me de consciência.
3 comentários:
Rodrigo, belíssimo texto. abs
O motivo por eu ter um Blog é este Blog. Já li quase todos os post. Digo sem dúvida, vc é meu poeta favorito.
Muito obrigado pessoal. Grande abraço Bruna, fico muito feliz em saber que você acompanha as poesias. É um grande incentivo para continuar a escrever.
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