"Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele fica só.
Mas, se morre, produz muito fruto."
(João 12,24)
Quis Deus fazer da lágrima a chuva mais humana
para que no deserto da morte pudesse nascer amor.
E então o raio já não fere, ilumina a saga, a gana,
de quem soube fazer-se no frio da vida, calor.
Novos passos, nova estrada, agora sem despedida.
Pisada a terra batida, resta alçar um vôo mais largo.
Ficou pequeno o mundo, já não cabias na mesma lida,
num palco mais amplo havia pressa no seu encargo.
Resta agradecer a boa companhia, o sorriso fácil,
as inúmeras horas inúteis desperdiçadas com os amigos.
Os sonhos que tinhas, o inacabado, os talvez inimigos,
deixas para que voando nas alturas sejas mais ágil.
Traremos no peito o remo que usaste entre amigos.*
Até logo Edu.
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Homenagem ao amigo Prof. Eduardo Brito falecido hoje.

*referência a Odisséia, Homero.
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