Sinto a força da existência
como o despertar de um sono milenar.
Quebrou-se a parede de vidro, voar
é mergulhar na experiência.
Vesti-me com véu que cobria tudo,
nu como o primeiro Adão criado.
Coisas cochicham segredo mudo,
rico e pleno de significado.
A realidade foi pregada em minha carne
com os duros cravos do sentido.
Amanheço com o dia, entardeço com a tarde,
anoiteço em seus braços abatido.
Quando a terra envolver meu corpo estático,
e passar a comunhão plena com a matéria,
respirarei de novo em uma pequena centopéia,
viverei para sempre em um morrer dramático.
1 comentários:
Não dirás que não comento.
Muito bom (melhor agora - a palavra era msm muito feia).
Postar um comentário